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A Lei 15.397/2026 institui o Crédito do Trabalhador, ampliando o acesso ao crédito consignado para trabalhadores do setor privado com uso do FGTS como garantia. O texto explica como a medida funciona, seus impactos econômicos e os cuidados necessários na contratação.
Lei 15.397

Lei 15.397/2026: como funciona o Crédito do Trabalhador e quais são os impactos 

A Lei 15.397/2026 formaliza o programa conhecido como Crédito do Trabalhador, ampliando o acesso ao crédito consignado para trabalhadores do setor privado. A medida busca reduzir o custo do crédito no Brasil ao estruturar garantias mais robustas, especialmente com o uso do FGTS, e ao mesmo tempo criar um ambiente mais previsível para instituições financeiras. 

Esse movimento ocorre em um cenário onde o crédito pessoal no Brasil ainda apresenta taxas elevadas. Segundo dados do Banco Central, o crédito consignado costuma ter juros significativamente menores do que outras modalidades, justamente por envolver menor risco de inadimplência.

O que muda com a Lei 15.397/2026

A principal mudança está na ampliação do modelo de crédito consignado, tradicionalmente mais acessível a servidores públicos e aposentados, para trabalhadores com carteira assinada no setor privado. 

Entre os pontos mais relevantes: 

  • Uso do FGTS como garantia complementar, o que reduz o risco para instituições financeiras  
  • Desconto direto em folha de pagamento, mantendo a lógica do crédito consignado  
  • Padronização de regras operacionais, facilitando a oferta por diferentes bancos  
  • Maior concorrência no crédito, com potencial redução das taxas de juros  

Esse conjunto de medidas tende a aumentar a oferta de crédito com custo menor, principalmente para trabalhadores que hoje dependem de linhas mais caras, como o crédito pessoal não consignado.

Por que o governo criou o Crédito do Trabalhador

O Brasil historicamente apresenta um dos maiores spreads bancários do mundo, que é a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente. Parte desse spread está associada ao risco de inadimplência. 

Ao permitir o uso do FGTS como garantia e ampliar o alcance do consignado, a Lei 15.397/2026 atua diretamente nesse ponto, reduzindo o risco das operações. Em teoria, isso cria espaço para juros mais baixos e maior acesso ao crédito formal. 

Além disso, há um efeito indireto sobre a economia. Com maior acesso a crédito mais barato, o consumo tende a aumentar, o que pode impactar atividade econômica no curto prazo.

Impactos para trabalhadores

Para trabalhadores do setor privado, a lei amplia o acesso a uma modalidade de crédito historicamente mais barata. Isso pode ser positivo, especialmente para quem precisa reorganizar dívidas mais caras. 

Por outro lado, o crédito consignado exige atenção, pois o desconto ocorre diretamente no salário. Isso reduz a renda disponível mensal e pode comprometer o orçamento se não houver planejamento. 

Outro ponto relevante é o uso do FGTS como garantia. Em caso de demissão, parte do saldo pode ser utilizado para quitar a dívida, o que reduz o risco para o banco, mas também diminui a reserva do trabalhador. 

Impactos para empresas e RH

Empresas passam a ter um papel operacional importante, já que o desconto das parcelas ocorre na folha de pagamento. Isso exige: 

  • Ajustes em sistemas de folha  
  • Integração com instituições financeiras  
  • Controle sobre limites de consignação  

Embora não haja custo direto significativo, há um impacto operacional que precisa ser gerenciado, principalmente em empresas com grande número de funcionários. 

O que observar antes de contratar 

Mesmo com taxas menores, o crédito consignado não deve ser tratado como solução automática. Alguns pontos que merecem atenção: 

  • Comparação entre taxas oferecidas por diferentes instituições  
  • Percentual do salário comprometido  
  • Prazo da operação  
  • Impacto no saldo do FGTS  

Esses fatores ajudam a evitar o uso inadequado do crédito, que pode gerar endividamento no médio prazo. 

A Lei 15.397/2026 amplia o acesso ao crédito consignado no setor privado ao introduzir mecanismos de garantia mais estruturados. A medida tende a reduzir taxas de juros e aumentar a oferta de crédito, mas também exige maior atenção por parte dos trabalhadores na gestão financeira. 

Para empresas, o impacto está mais concentrado na operação da folha de pagamento, enquanto para o sistema financeiro há uma oportunidade de expansão com menor risco. 

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