Já discutimos ao longo desta série linhas específicas do BNDES voltadas a inovação e Indústria 4.0. O Finem é uma modalidade mais ampla e tradicional do banco, voltada a projetos de investimento de maior porte, com prazo de financiamento consideravelmente mais longo do que outras linhas.
O que é o BNDES Finem
Finem é a linha de Financiamento a Empreendimentos do BNDES, voltada a projetos de investimento de valor mais elevado, geralmente acima de determinado patamar mínimo que varia conforme a política vigente do banco, com prazo de amortização que pode se estender por muitos anos, adequado a projetos de infraestrutura, expansão industrial e grandes investimentos produtivos.
Como o Finem se diferencia de outras linhas do BNDES
Diferente das linhas mais específicas de inovação e automação discutidas anteriormente nesta série, o Finem tem escopo mais amplo, cobrindo desde expansão de capacidade produtiva convencional até projetos com componente de inovação, desde que o valor e a natureza do investimento se encaixem no perfil de projeto de maior porte que essa linha atende.
O processo de análise no Finem
Diferente de linhas mais simplificadas destinadas a valores menores, o Finem costuma envolver análise mais detalhada do projeto de investimento, incluindo estudo de viabilidade econômico-financeira robusto, análise de garantias proporcionalmente mais complexa, discutida em outro contexto ao tratar de garantias de crédito, e prazo de análise que tende a ser mais longo, dado o maior valor e complexidade típica das operações.
Operação direta e indireta
Como discutido anteriormente sobre o BNDES em geral, o Finem pode ser operado diretamente pelo banco para operações de maior valor, ou por meio de agentes financeiros credenciados para operações de valor intermediário, com a escolha entre esses canais dependendo do porte específico do projeto e da preferência da empresa proponente.
Quando o Finem faz mais sentido que outras linhas
Empresas com projetos de expansão de grande escala, como construção de uma nova planta industrial completa ou expansão significativa de capacidade produtiva, tendem a se encaixar melhor no Finem do que nas linhas mais específicas de automação ou inovação discutidas anteriormente, que costumam ter escopo mais restrito a componentes tecnológicos específicos dentro de um projeto maior.
A combinação entre Finem e outras fontes de financiamento
Projetos de grande porte frequentemente combinam recurso do Finem para a infraestrutura física do projeto com linhas mais específicas de inovação, discutidas anteriormente, para os componentes tecnológicos incorporados a essa nova infraestrutura, como sensores e sistemas de automação instalados na nova planta financiada pelo Finem.
Como isso se conecta à Lei do Bem
Empresas que executam grandes projetos de expansão financiados pelo Finem, e que desenvolvem tecnologia proprietária como parte desse projeto, discutido ao tratar da conexão entre Indústria 4.0 e benefícios fiscais, podem considerar as despesas de P&D não cobertas pelo financiamento como elegíveis para a Lei do Bem, seguindo a mesma lógica de segregação de despesas já discutida para combinar diferentes instrumentos ao longo desta série.
Vale avaliar o porte real do projeto antes de buscar essa linha
Empresas com projetos de menor escala não deveriam buscar o Finem apenas por reconhecimento da marca BNDES, já que a complexidade e o prazo de análise dessa linha são proporcionais ao porte típico de projeto que ela atende. Vale avaliar honestamente o tamanho real do investimento planejado e considerar linhas mais adequadas ao porte específico, discutidas em outros momentos desta série, quando o projeto não se encaixa na escala tipicamente esperada pelo Finem.




