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A consultoria em Lei de Informática costuma fazer sentido para empresas de TIC que operam com PPB e lidam com volumes relevantes de faturamento incentivado, exigências regulatórias e investimentos obrigatórios em PD&I, que devem corresponder a no mínimo 4% da receita bruta dos produtos beneficiados. Considerando que o regime movimenta cerca de R$ 6 bilhões por ano em incentivos e envolve mais de 600 empresas no Brasil, a gestão adequada do crédito financeiro, da documentação técnica e das obrigações junto ao MCTI se torna um fator importante para reduzir riscos de glosa, atrasos e inconsistências. A escolha da consultoria deve levar em conta experiência prática, metodologia clara, capacidade de estruturar processos internos e transparência quanto a custos e limites legais, já que o principal desafio da Lei de Informática está menos no acesso ao benefício e mais na conformidade e na qualidade das evidências apresentadas.
consultoria em Lei de Informática

Consultoria em Lei de Informática: quando faz sentido e como escolher, critérios, custos e riscos 

A Lei de Informática, atualmente enquadrada como Lei de TICs, é um dos principais instrumentos de incentivo à inovação no Brasil para empresas que produzem bens de tecnologia sob Processo Produtivo Básico, o PPB. Trata-se de um mecanismo relevante em termos econômicos e regulatórios, mas que exige atenção constante a regras, prazos e comprovações, o que faz com que muitas empresas avaliem a contratação de consultoria em Lei de Informática como forma de reduzir riscos e organizar a operação. 

Dados do governo federal indicam que os incentivos associados à Lei de Informática representam cerca de R$ 6 bilhões por ano, enquanto as empresas habilitadas investem aproximadamente R$ 1,5 bilhão anual em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, distribuídas em mais de 2.600 projetos de PD&I. Atualmente, mais de 600 empresas utilizam o regime, com faturamento anual próximo de R$ 46 bilhões em produtos incentivados e impacto direto em mais de 135 mil empregos no setor de TICs. Esses números ajudam a dimensionar por que a gestão correta do incentivo se tornou um tema estratégico. 

Como funciona a Lei de Informática na prática

A legislação estabelece que empresas beneficiárias devem investir, de forma contínua, no mínimo 4% da receita bruta obtida com a venda de produtos incentivados em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação realizadas no Brasil. Em contrapartida, o incentivo passou a ser operacionalizado, após alterações legais, por meio de crédito financeiro, que pode ser utilizado para compensação de tributos federais, conforme regras da Receita Federal e procedimentos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. 

Esse modelo exige controle detalhado de produtos, faturamento, projetos de PD&I, contratos, notas fiscais e relatórios técnicos, o que amplia a complexidade operacional, especialmente para empresas com portfólio amplo ou múltiplas plantas industriais. 

Quando a consultoria em Lei de Informática faz sentido

A contratação de consultoria tende a ser mais relevante quando o risco financeiro ou regulatório é material para a empresa. Alguns cenários recorrentes incluem: 

  • Empresas em fase de habilitação ou ampliação do escopo 
    Mudanças no portfólio de produtos, início de novos PPBs ou crescimento do faturamento incentivado aumentam a exposição a erros de enquadramento. 
  • Dificuldade em estruturar e comprovar investimentos em PD&I 
    Apesar do investimento mínimo de 4% ser claro, a caracterização correta das atividades, despesas e resultados exige padronização e documentação compatível com auditorias. 
  • Sobrecarga do time interno 
    Áreas técnicas, fiscais e financeiras frequentemente não operam de forma integrada, o que gera retrabalho e inconsistências nas declarações. 
  • Busca por redução de riscos de glosa e contingências 
    Em muitos casos, o risco não está na ausência de investimento, mas na fragilidade das evidências apresentadas. 

O que uma consultoria especializada costuma entregar

Uma consultoria estruturada vai além do suporte operacional e atua em frentes complementares: 

  • Diagnóstico de elegibilidade e enquadramento regulatório, avaliando produtos, PPBs e aderência às regras vigentes 
  • Estruturação de governança e controles, com definição de fluxos de evidências, centros de custo e padrões de documentação 
  • Apoio na apuração e utilização do crédito financeiro, respeitando limites, prazos e modalidades trimestral ou anual 
  • Preparação para auditorias e revisões, organizando dossiês técnicos e financeiros por projeto 

Esses elementos reduzem a dependência de esforços concentrados no fim do período e aumentam a previsibilidade da operação. 

Como escolher uma consultoria: critérios práticos

Alguns critérios ajudam a tornar a escolha mais objetiva: 

  1. Conhecimento regulatório aplicado à operação real 
    É importante que o fornecedor consiga traduzir exigências legais em processos viáveis para engenharia, fiscal e controladoria. 
  1. Metodologia clara e entregáveis definidos 
    Checklists, matrizes de produtos, modelos de dossiê e calendários de obrigações são sinais de maturidade operacional. 
  1. Experiência compatível com o perfil da empresa 
    Empresas com grande volume de SKUs e faturamento incentivado enfrentam desafios diferentes de operações mais enxutas. 
  1. Transparência quanto a limites e riscos do incentivo 
    Propostas devem explicar condicionantes legais e evitar promessas genéricas de recuperação máxima de crédito. 
  1. Foco em gestão de risco e conformidade 
    A organização preventiva da documentação costuma ser mais eficiente do que correções reativas após questionamentos. 

Investimentos envolvidos e como avaliá-los

Os investimentos de uma consultoria em Lei de Informática variam conforme a complexidade da operação, mas geralmente se distribuem em: 

  • Diagnóstico inicial e setup, com mapeamento de produtos, processos e lacunas 
  • Implantação de controles e rotinas, incluindo treinamento e integração de áreas 
  • Suporte recorrente, ligado às declarações e à gestão do crédito financeiro 
  • Apoio pontual em auditorias e revisões, quando necessário 

Avaliar o custo isoladamente tende a ser menos eficiente do que compará-lo ao risco financeiro envolvido no incentivo, especialmente considerando o volume médio de recursos movimentados anualmente pelo regime. 

Principais riscos e formas de mitigação

Entre os riscos mais comuns estão inconsistências entre informações técnicas e financeiras, classificação inadequada de despesas, falhas cadastrais e perda de prazos. A mitigação passa por processos padronizados, revisões periódicas e integração entre áreas, pontos nos quais a consultoria costuma atuar de forma mais estruturada. 

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