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O CARF passou a utilizar inteligência artificial generativa como apoio na análise de processos e decisões, dentro de diretrizes que garantem controle humano e transparência. A iniciativa ocorre em um contexto de elevado volume de contencioso tributário no Brasil e tende a aumentar eficiência, previsibilidade e padronização, ao mesmo tempo em que exige adaptação estratégica das empresas em relação à gestão de dados e riscos fiscais.
fiscalização IBS

Fiscalização do IBS pode chegar a 360 dias: o que o novo regulamento indica para empresas

A regulamentação do Imposto sobre Bens e Serviços, IBS, começa a ganhar contornos mais operacionais, e um dos pontos que mais chama atenção é a previsão de um regime de fiscalização que pode durar até 360 dias em casos considerados suspeitos. A medida, apresentada em versões preliminares do regulamento divulgadas em 2026, sinaliza uma mudança relevante na forma como o Fisco pretende atuar no novo sistema tributário. 

A proposta reforça uma tendência já observada no Brasil e em outros países, em que simplificação tributária caminha junto com maior capacidade de monitoramento e análise de dados. 

O que diz o regulamento sobre a fiscalização do IBS

De acordo com a minuta do regulamento, contribuintes com indícios de irregularidades poderão ser submetidos a um Regime Especial de Fiscalização, com duração de até 360 dias, podendo ser prorrogado mediante justificativa da autoridade fiscal. 

Esse regime permite uma análise mais detalhada das operações, incluindo: 

  • verificação de consistência entre documentos fiscais e declarações  
  • cruzamento de dados entre diferentes entes e sistemas  
  • acompanhamento mais próximo das operações ao longo do tempo  

Esse modelo amplia a capacidade de investigação e reduz a dependência de fiscalizações pontuais, aproximando o Brasil de práticas internacionais adotadas em sistemas de IVA. 

Como a IA generativa será aplicada no CARF

A IA generativa no CARF atua como um sistema de apoio à decisão, com foco em ganho de produtividade e organização da informação. Entre as principais aplicações, destacam-se: 

  • Consolidação automática de informações processuais  
  • Sugestão de minutas de decisões com base em casos anteriores  
  • Identificação de jurisprudência relevante de forma mais rápida  
  • Estruturação de argumentos jurídicos a partir de bases históricas  

Esse tipo de uso é consistente com aplicações já adotadas em tribunais brasileiros, como o STF e o STJ, que utilizam sistemas de IA para triagem de processos e análise de precedentes. 

Do ponto de vista tecnológico, a adoção de IA generativa indica um avanço em relação a modelos anteriores, baseados apenas em classificação ou automação simples, passando a incorporar capacidades de linguagem natural e geração de conteúdo. 

Por que esse modelo tende a se consolidar

A previsão de fiscalização prolongada não é um ponto isolado, ela está diretamente conectada à estrutura do IBS e ao avanço institucional da reforma tributária. 

A criação do Comitê Gestor do IBS, responsável pela coordenação nacional do tributo, e a padronização de declarações e sistemas indicam um ambiente com maior integração de dados e maior capacidade de supervisão. 

Além disso, o Brasil já possui uma base digital relevante construída ao longo dos últimos anos, com instrumentos como SPED, nota fiscal eletrônica e eSocial. O IBS tende a consolidar e ampliar esse ecossistema. 

A digitalização como base da nova fiscalização

A mudança de abordagem está fortemente ligada ao uso de tecnologia. A fiscalização deixa de ser predominantemente reativa e passa a ser orientada por dados e análise de risco. 

Esse movimento não é exclusivo do Brasil. Segundo a OCDE, mais de 70% das administrações tributárias já utilizam inteligência artificial para aprimorar a conformidade fiscal e aumentar a eficiência das auditorias. 

Na prática, isso significa que inconsistências passam a ser identificadas com mais rapidez, e padrões de comportamento fora do esperado podem gerar alertas automáticos para fiscalização. 

Impactos para o mercado e para as empresas

O regime de fiscalização mais longo e estruturado altera a lógica de gestão tributária dentro das empresas. O impacto não se restringe ao cumprimento de obrigações, ele envolve mudanças organizacionais mais amplas. 

Maior exigência de consistência e rastreabilidade 

Com maior integração de dados, divergências entre sistemas, notas fiscais e apurações tendem a ser identificadas com facilidade. Isso aumenta a importância de processos padronizados e dados confiáveis. 

Aumento do custo de não conformidade 

Fiscalizações mais longas podem gerar custos operacionais relevantes, como mobilização de equipes internas, suporte jurídico e possíveis impactos financeiros decorrentes de autuações ou ajustes. 

Pressão por integração entre áreas 

A gestão tributária passa a demandar maior integração entre áreas como fiscal, tecnologia, controladoria e compras. Estruturas isoladas tendem a perder eficiência nesse novo cenário. 

Segundo levantamento recente da EY, 81% dos líderes tributários e financeiros já buscam profissionais com competências que vão além do conhecimento técnico, refletindo a necessidade de atuação mais estratégica e integrada. 

Fiscalização do IBS e o avanço do mercado de tax tech

Esse cenário também tende a impulsionar o mercado de soluções tecnológicas voltadas à área fiscal. Ferramentas de automação, monitoramento e análise de dados passam a ter papel mais relevante na rotina das empresas. 

Entre as tendências observadas: 

  • maior adoção de plataformas de compliance tributário  
  • uso de motores de cálculo e parametrização fiscal mais robustos  
  • integração entre ERP e sistemas fiscais  
  • monitoramento contínuo de inconsistências e riscos  

A discussão deixa de ser apenas sobre atendimento à legislação e passa a envolver eficiência operacional e redução de exposição fiscal. 

Como as empresas podem se preparar 

A adaptação a esse novo modelo exige uma abordagem estruturada. Algumas frentes ganham prioridade: 

  • revisão de processos fiscais e operacionais  
  • investimento em tecnologia e integração de sistemas  
  • melhoria da qualidade e governança dos dados  
  • criação de indicadores para monitoramento de riscos fiscais  
  • organização da documentação e trilhas de auditoria  

Empresas que antecipam esse movimento tendem a ganhar previsibilidade e reduzir custos associados à fiscalização. 

Uma mudança de lógica, não apenas de prazo 

O prazo de até 360 dias é o elemento mais visível, mas o ponto central está na mudança de lógica do sistema tributário. A fiscalização baseada em dados, integração e análise de risco tende a se consolidar como padrão. 

Nesse contexto, a eficiência tributária passa a depender menos de interpretações pontuais e mais da capacidade da empresa de operar com consistência, transparência e controle. 

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Uma evolução que reflete uma empresa mais estratégica e orientada ao crescimento e inovação. A Grownt atua como parceira de negócios, oferecendo consultoria em Lei do Bem, captação de fomentos e incentivos fiscais, Acreditamos que inovação e crescimento caminham juntos. Nosso compromisso é criar soluções que transformam empresas, impulsionam resultados e geram impacto positivo no mercado. Buscamos constantemente novas oportunidades para expandir nossa atuação e gerar ainda mais valor para clientes e parceiros. Um ecossistema de inovação completo.

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