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Um panorama das linhas de crédito do BNDES voltadas a inovação, incluindo o programa Mais Inovação e as condições praticadas em 2026.

BNDES e inovação: como funcionam as linhas de crédito para tecnologia 

O BNDES deixou de ser lembrado apenas por financiamento de infraestrutura e passou a ocupar um espaço relevante no financiamento à inovação, especialmente depois da ampliação de orçamento e condições do programa Mais Inovação em 2026. 

O papel do BNDES no financiamento à inovação 

Diferente da FINEP, que tem foco quase exclusivo em ciência, tecnologia e inovação, o BNDES atua com um portfólio mais amplo, cobrindo desde infraestrutura até investimento produtivo em geral. Dentro desse portfólio, linhas específicas como o BNDES Finem Inovação e o programa Mais Inovação são voltadas diretamente a projetos de tecnologia, digitalização e modernização produtiva. 

O programa Mais Inovação 

O BNDES Mais Inovação, parte da política da Nova Indústria Brasil, teve seu orçamento ampliado para R$ 12 bilhões em 2026, um aumento de R$ 4,8 bilhões em relação ao valor inicialmente previsto. Do total, uma parcela mínima é reservada para as regiões Norte e Nordeste, e outra parcela específica para financiamento de máquinas industriais. 

Condições recentes de financiamento 

As condições praticadas em 2026 mostram redução de custo em relação a ciclos anteriores: a remuneração básica do BNDES para aquisição de máquinas e equipamentos caiu de 2,5% para 2% ao ano, e o spread para máquinas industriais foi unificado em 1,4% ao ano para empresas de todos os portes. Linhas específicas, como Investimento em Inovação para grandes empresas, chegam a taxas a partir de 4,84% ao ano, enquanto linhas de Difusão Tecnológica para micro, pequenas e médias empresas praticam taxas de até 15,49% ao ano. 

Quais setores e itens são financiáveis 

Entre os itens financiáveis estão infraestrutura de inovação, como laboratórios e centros de P&D, plantas-piloto e plantas de demonstração, além de investimentos ligados à manufatura avançada, automação, internet das coisas, inteligência artificial aplicada à produção, novos materiais e manufatura aditiva. A ampliação recente do programa também passou a incluir empresários individuais e pessoas físicas com atividade econômica nos setores agropecuário, de produção florestal, pesca e aquicultura. 

Duas linhas de destaque 

Recursos específicos de R$ 10 bilhões foram direcionados a duas frentes dentro do Mais Inovação: uma linha de R$ 7 bilhões para Indústria 4.0, com taxa média de 6,5% ao ano, e outra de R$ 3 bilhões para bens de capital verde, também a 6,5% ao ano, combinando recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) com o Fundo Clima. 

Operações diretas x indiretas 

O BNDES opera tanto de forma direta quanto por meio de agentes financeiros credenciados, como Bradesco, Itaú, Safra e Banco ABC, dependendo da linha e do porte da empresa. Para pequenas e médias empresas, o acesso costuma ser mais viável via operação indireta, com o agente financeiro credenciado avaliando o crédito e formalizando a operação. 

Como se preparar para acessar 

Empresas interessadas precisam organizar previamente certidões, dados financeiros e documentos societários antes de buscar o agente financeiro ou a linha direta escolhida. Diferente da subvenção da FINEP, que avalia principalmente o mérito técnico do projeto, o BNDES também examina de forma relevante a saúde financeira e a capacidade de pagamento da empresa, já que se trata de crédito reembolsável. 

BNDES ou FINEP: como decidir 

Para projetos com risco tecnológico mais elevado e ainda incerto, a subvenção da FINEP tende a ser mais adequada. Para projetos de modernização, digitalização ou aquisição de bens de capital com tecnologia já mais madura, mas ainda com componente de inovação relevante, as linhas do BNDES tendem a oferecer condições de custo mais vantajosas do que crédito bancário tradicional, com prazo mais longo para pagamento. 

Vale acompanhar as mudanças de condições 

As condições do BNDES para inovação têm mudado com frequência nos últimos ciclos, com ampliação de orçamento e revisão de taxas praticamente a cada ano. Empresas que aproveitaram o programa em um ano anterior não devem assumir que as mesmas condições continuam válidas sem confirmar a versão vigente antes de estruturar uma nova operação. 

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