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A Alexa+ chegou ao Brasil com IA generativa, voz mais natural e capacidade de executar tarefas reais. Entenda o que muda no cotidiano e como acessar gratuitamente pelo Amazon Prime.
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Alexa+ chega ao Brasil: o que muda no seu dia a dia com a nova IA da Amazon

A Amazon lançou a Alexa+ no Brasil em 18 de junho de 2025, em um evento realizado em São Paulo. A novidade representa a maior reformulação da assistente desde que ela chegou ao país em 2019, e coloca a plataforma no mesmo patamar de ferramentas como ChatGPT e Gemini, pelo menos em termos de proposta: uma IA que conversa de forma natural, entende contexto e executa tarefas reais sem precisar de comandos decorados.

Nos últimos três anos, os brasileiros interagiram com a Alexa mais de 60 bilhões de vezes. A pergunta agora é: com tanta IA generativa disputando atenção, o que a Alexa+ tem de diferente, e o que isso significa na prática para quem usa um dispositivo Echo em casa?


O que é a Alexa+ e o que mudou de verdade?

A Alexa+ é a nova geração da assistente virtual da Amazon, construída sobre uma arquitetura que reúne mais de 70 modelos de inteligência artificial trabalhando juntos. Na prática, a diferença mais imediata é na forma de conversar.

A Alexa tradicional funcionava com comandos pré-programados: você dizia uma frase específica e ela executava uma ação específica. A Alexa+ entende intenção. Você pode mudar de assunto no meio de uma frase, usar gírias, falar com sotaque gaúcho ou nordestino, e ela acompanha sem travar. Não é preciso repetir “Alexa” a cada nova instrução durante uma conversa.

Além da compreensão de linguagem, a Alexa+ ganhou memória. Ela armazena preferências expressas durante as interações, como restrições alimentares, rotinas e hábitos, e usa essas informações para personalizar respostas futuras. Isso não existia na versão anterior.


Como a Alexa+ funciona no cotidiano brasileiro

A maior mudança de comportamento está no que a Amazon chama de “agente”: a assistente passou de responder perguntas para executar tarefas completas do início ao fim.

Alguns exemplos práticos anunciados para o mercado brasileiro:

  • Pedir um Uber por voz, sem precisar abrir o aplicativo
  • Resumir documentos enviados pelo app da Alexa e criar ações a partir deles, como adicionar itens à lista de compras ou incluir compromissos no calendário
  • Controlar a casa inteligente de forma contextual, cruzando informações de rotina com os dispositivos conectados
  • Recomendar e executar músicas de acordo com o humor declarado na conversa
  • Acompanhar compras, avisar sobre promoções e concluir pedidos direto pela voz

O trabalho de localização foi levado a sério. Segundo Michele Butti, vice-presidente de Alexa Internacional, a assistente foi treinada para entender não só o português, mas a cultura e o senso de humor dos brasileiros, incluindo expressões regionais que não fazem sentido fora do contexto. Um mineiro dizendo “trem” não recebe uma resposta sobre ferrovias.

A Alexa+ também ganhou uma nova voz, descrita pela Amazon como mais natural e expressiva. Quem preferir a voz original pode manter as versões feminina ou masculina anteriores.


Quanto custa e como acessar a Alexa+ no Brasil

A Alexa+ é gratuita para assinantes do Amazon Prime durante o período de acesso antecipado, que deve durar pelo menos até o fim de outubro de 2025. Para quem não tem Prime, a assinatura avulsa custa R$ 99,90 por mês.

Para ativar, basta se cadastrar pelo site da Amazon ou pedir diretamente: “Alexa, quero Alexa+”. Quem comprar novos dispositivos Echo ou Fire TV já terá acesso ao período de testes automaticamente.

Os dispositivos compatíveis com o lançamento no Brasil incluem:

  • Echo Dot Max
  • Echo Studio (2ª geração)
  • Echo Show 8 (4ª geração)
  • Echo Show 11

O que a Alexa+ ainda não faz bem

Apesar da proposta robusta, os primeiros testes apontaram limitações que a Amazon reconhece estar trabalhando para corrigir.

A interface do aplicativo ainda é considerada pouco intuitiva, com menus confusos e funções básicas de difícil localização. A vinculação de serviços de streaming e audiolivros pode exigir múltiplos passos e apresentar erros. Algumas integrações com parceiros ainda estão em fase de expansão e podem não estar disponíveis para todos os usuários desde o primeiro acesso.

Faz sentido encarar este momento como uma fase beta com cara de produto final. A Amazon abriu o acesso para coletar feedback real antes de consolidar funcionalidades.


Vale experimentar agora?

Se você já é assinante Prime e tem um dispositivo Echo compatível, a resposta é sim, sem custo adicional e sem compromisso. O período de acesso antecipado é gratuito e permite testar o que a Alexa+ realmente entrega no uso diário, antes de qualquer decisão sobre assinatura futura.

Para quem ainda não tem Prime ou um Echo compatível, a avaliação muda de figura. A Alexa+ ainda está amadurecendo algumas integrações, e R$ 99,90 por mês é um valor que justifica atenção antes de contratar. Acompanhar os primeiros relatos de quem está usando pode ser uma forma mais segura de calibrar a expectativa antes de entrar.

O que está claro é que a Alexa deixou de ser apenas uma caixa de som inteligente que toca música e define alarmes. A Alexa+ Brasil muda o nível de ambição da plataforma, e isso, por si só, já merece atenção.

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