O investimento público em inovação no Brasil entrou em um novo ciclo de expansão. Entre 2023 e setembro de 2025, cerca de R$ 57,7 bilhões foram destinados pelo governo federal a programas e linhas voltadas à inovação, pesquisa e desenvolvimento, com foco em aumentar a competitividade das empresas, fortalecer a base científica e acelerar a transição tecnológica em diversos setores da economia.
Desse montante, 58% dos recursos foram direcionados pela Finep, que atua como agência de fomento à inovação tecnológica, financiando desde pesquisa em universidades até projetos de alta complexidade em empresas. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) respondeu pelo restante, com linhas de crédito e instrumentos financeiros voltados à modernização produtiva, digitalização e desenvolvimento de novas tecnologias.
Mais que o triplo do volume investido entre 2019 e 2022
O dado que chama atenção é a comparação com o período anterior: o total de R$ 57,7 bilhões corresponde a mais que o triplo do investimento realizado entre 2019 e 2022. Esse crescimento sinaliza um reposicionamento da política pública de inovação, com maior prioridade para:
- Retomada de investimentos em P&D em empresas de diferentes portes.
- Fortalecimento da infraestrutura científica, com apoio a centros de pesquisa, laboratórios e universidades.
- Estímulo à inovação em áreas estratégicas, como transição energética, digitalização da indústria, agro 4.0, saúde e defesa.
Para empresas e instituições de pesquisa, esse avanço não se traduz apenas em volume de recursos, mas em ampliação do acesso a instrumentos financeiros variados, como crédito com condições diferenciadas, subvenção econômica, financiamentos reembolsáveis e não reembolsáveis, além de programas combinando apoio técnico e financeiro.
Papel de Finep e BNDES no ecossistema de inovação
A Finep tem atuado de forma mais intensa em linhas focadas em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica, apoiando projetos em estágios mais arriscados ou que exigem maturação mais longa, muitas vezes em parceria com universidades e institutos de ciência e tecnologia.
Já o BNDES concentra sua atuação em investimentos que aproximam a inovação da escala produtiva, com foco em:
- modernização de plantas industriais,
- digitalização de processos,
- projetos de sustentabilidade e transição verde,
- aumento da produtividade e inserção em cadeias globais de valor.
Essa combinação de papéis é importante porque cobre diferentes etapas do ciclo de inovação, desde a pesquisa básica até a adoção de novas tecnologias em larga escala.
O que esse recorde de recursos representa para empresas e para o país
Para o público de topo e meio de funil, a mensagem central é que há hoje um ambiente mais favorável para inovar com apoio do setor público. Isso significa que empresas que investem em desenvolvimento tecnológico e digitalização encontram:
- mais linhas de financiamento disponíveis;
- maior volume de recursos em programas específicos para inovação;
- integração entre diferentes instrumentos de apoio, incluindo crédito, subvenção e parcerias com universidades.
Em termos de país, o aumento do investimento público em inovação tende a:
- elevar a capacidade de geração de conhecimento;
- acelerar a transformação tecnológica de cadeias produtivas;
- contribuir para ganhos de produtividade e competitividade internacional;
- apoiar agendas de sustentabilidade, transição energética e economia digital.
O fato de o direcionamento de dinheiro público para inovação ter atingido R$ 57,7 bilhões entre 2023 e setembro de 2025, superando em mais de três vezes o volume de 2019 a 2022, mostra um reposicionamento da política de ciência, tecnologia e inovação no Brasil. Para empresas, centros de pesquisa e startups, esse cenário abre uma janela de oportunidade para estruturar projetos mais ambiciosos, aproveitar linhas de financiamento e transformar inovação em vantagem competitiva de longo prazo.





