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A CES 2026 reforça o papel do evento como um termômetro das transformações que já começam a impactar o futuro do trabalho. As inovações apresentadas mostram a inteligência artificial integrada a dispositivos, infraestrutura e operações, com exemplos que vão de óculos inteligentes e computação otimizada para IA até uso de XR em treinamentos, robótica para apoio a tarefas físicas e sensores com edge AI para segurança e eficiência operacional. Mais do que tendências distantes, essas tecnologias indicam mudanças práticas que empresas devem avaliar entre 2026 e 2028, considerando produtividade, capacitação, redução de riscos e organização do trabalho em diferentes áreas.
inovações CES 2026

5 inovações da CES 2026 que já apontam para o futuro do trabalho 

A Consumer Electronics Show, conhecida como CES, é uma das maiores feiras de tecnologia do mundo e acontece anualmente em Las Vegas. O evento reúne fabricantes de hardware, desenvolvedores de software, startups e grandes empresas globais para apresentar inovações que tendem a influenciar mercados nos anos seguintes. Embora tenha surgido com foco em eletrônicos de consumo, a CES ampliou seu escopo ao longo do tempo e passou a incluir soluções voltadas a inteligência artificial, infraestrutura digital, automação, saúde, mobilidade e produtividade corporativa. 

Na CES 2026, esse movimento se consolida. Grande parte das tecnologias apresentadas dialoga diretamente com o futuro do trabalho, ao impactar como equipes produzem, aprendem, se comunicam e operam em ambientes cada vez mais orientados por dados. Em vez de conceitos distantes da realidade, o evento evidencia aplicações que já começam a ser testadas ou adotadas por empresas entre 2026 e 2028, especialmente em operações, tecnologia, recursos humanos, logística e atendimento. 

A seguir, estão cinco inovações da CES 2026 que ajudam a entender como o trabalho tende a se transformar nos próximos anos. 

1) Óculos inteligentes com IA integrados ao fluxo de trabalho 

Os óculos inteligentes voltaram a ganhar espaço na CES 2026 com propostas mais maduras e voltadas à produtividade. Equipados com inteligência artificial embarcada, esses dispositivos oferecem recursos como transcrição de reuniões, tradução em tempo real, lembretes contextuais e geração automática de anotações. 

No ambiente corporativo, a principal mudança está na redução de fricções no acesso à informação. Para profissionais em campo, equipes operacionais, logística e atendimento presencial, os óculos com IA funcionam como uma camada contínua de suporte, ajudando a registrar decisões, acessar instruções e reduzir dependência de telas e aplicativos paralelos. 

2) Infraestrutura de computação preparada para uso intensivo de IA 

Um dos avanços mais relevantes da CES 2026 acontece na base tecnológica que sustenta a inteligência artificial. Novas arquiteturas de computação focadas em cargas intensivas de IA prometem maior eficiência energética, mais desempenho e redução de custo por processamento. 

Esse avanço é decisivo para áreas como finanças, jurídico, tecnologia e backoffice, que dependem cada vez mais de copilotos, automações e análises avançadas. Segundo projeções de mercado, o uso corporativo de IA segue em crescimento acelerado, impulsionado justamente pela queda de custos e pela maior previsibilidade operacional desses sistemas, o que amplia a viabilidade de adoção em empresas de médio e grande porte. 

3) XR e computação espacial aplicadas a treinamento e suporte remoto 

As tecnologias de realidade estendida apresentadas na CES 2026 deixam de lado abordagens experimentais e se posicionam como ferramentas práticas para treinamento e assistência remota. Soluções de realidade aumentada e virtual permitem simular processos, orientar tarefas técnicas e apoiar equipes à distância. 

Para áreas como recursos humanos, operações e manutenção, o impacto está na aceleração do aprendizado e na padronização de procedimentos. Em ambientes com alta rotatividade ou risco operacional, o uso de XR tende a reduzir custos de treinamento presencial, diminuir erros e melhorar a retenção de conhecimento técnico. 

4) Robótica e exoesqueletos voltados à ergonomia e produtividade 

A robótica apresentada na CES 2026 avança para aplicações mais concretas no ambiente de trabalho. Exoesqueletos e sistemas assistivos baseados em IA aparecem como soluções para apoiar tarefas físicas repetitivas, reduzir esforço e melhorar condições ergonômicas. 

Em setores como logística, indústria e construção, essas tecnologias contribuem para a redução de afastamentos por lesão e para uma operação mais previsível. Além disso, a coleta de dados sobre postura, esforço e repetição permite que empresas ajustem rotinas e políticas de segurança ocupacional com base em informações reais. 

5) Edge AI e sensores inteligentes para segurança e eficiência operacional 

Outro destaque da CES 2026 é o avanço da edge AI, com sensores capazes de processar dados localmente, consumindo pouca energia e operando por longos períodos sem manutenção. Esses dispositivos monitoram ambientes, identificam padrões de risco e detectam anomalias em tempo real. 

No contexto corporativo, isso se traduz em ganhos para áreas como facilities, segurança do trabalho e operações. Escritórios, fábricas e centros logísticos passam a contar com maior visibilidade sobre condições ambientais, uso de espaços e potenciais falhas, apoiando decisões preventivas e reduzindo custos associados a incidentes. 

O que essas inovações indicam sobre o futuro do trabalho

As inovações apresentadas na CES 2026 mostram que a inteligência artificial está se integrando de forma estrutural ao trabalho, aparecendo na infraestrutura, nos dispositivos e nos processos cotidianos. O impacto mais relevante não está apenas na automação de tarefas, mas na forma como contexto, dados e suporte em tempo real passam a fazer parte da rotina profissional. 

Para empresas, o desafio nos próximos anos será avaliar quais dessas tecnologias fazem sentido para sua realidade operacional, considerando maturidade digital, perfil da força de trabalho e objetivos de eficiência e segurança. Mais do que acompanhar tendências, o futuro do trabalho exige escolhas conscientes sobre onde a tecnologia realmente agrega valor. 

Quais dessas inovações já podem ser testadas ou priorizadas na sua empresa nos próximos dois anos? 

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