A COP30, que será realizada em Belém (PA) de 10 a 21 de novembro de 2025, promete ser um marco histórico para o Brasil. E a Finep — Financiadora de Estudos e Projetos — já se posiciona como protagonista na construção da agenda de ciência, tecnologia e inovação para o clima.
Mais do que um evento diplomático, a COP30 representa um momento estratégico para o país mostrar ao mundo como a inovação pode impulsionar a transição verde, a bioeconomia e o desenvolvimento sustentável na Amazônia.
O papel da Finep na agenda climática brasileira
Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a Finep tem sido o principal elo entre pesquisa científica, setor produtivo e governo. Na COP30, a agência pretende mostrar resultados concretos de programas e investimentos voltados para tecnologias sustentáveis, biotecnologia amazônica e inovação climática.
Em outubro, a Finep organizou um workshop no Rio de Janeiro que reuniu mais de 100 pesquisadores e representantes do governo, consolidando as propostas científicas que o Brasil levará à COP30. O encontro teve como foco identificar lacunas tecnológicas, estratégias de mitigação de emissões e formas de integração de saberes tradicionais na ciência moderna.
“A ciência precisa orientar o que será deliberado na COP30”, destacou Luis Fernandes, secretário-executivo do MCTI, durante o evento.
Ciência e saberes tradicionais: uma aliança para o futuro
Um dos principais pontos defendidos pela Finep é a valorização do conhecimento dos povos tradicionais da Amazônia como parte essencial das soluções tecnológicas para o clima.
A agência reforçou que inovação não é apenas sobre tecnologia, mas também sobre integração de diferentes formas de conhecimento — da academia às comunidades locais.
Essa visão será levada à COP30 como um diferencial da proposta brasileira: unir ciência moderna, sustentabilidade e inclusão social para enfrentar os desafios climáticos.
Investimentos e legado: o Museu das Amazônias
Como parte da preparação para a conferência, a Finep anunciou um investimento de R$ 20 milhões para a criação do Museu das Amazônias, projeto que servirá como legado cultural e científico da COP30.
O espaço terá como objetivo conectar educação ambiental, pesquisa científica e inovação tecnológica, reforçando o papel da Amazônia como laboratório vivo da transição ecológica global.
Além do museu, estão em desenvolvimento novas linhas de financiamento climático voltadas a projetos de P&D verde, energia limpa e soluções tecnológicas que reduzam a pegada de carbono de indústrias brasileiras.
Impactos esperados da participação da Finep
A presença ativa da Finep na COP30 deve gerar três impactos principais:
- Fortalecer o ecossistema nacional de inovação climática, atraindo investimento público e privado para tecnologias sustentáveis.
- Consolidar o protagonismo científico do Brasil, ampliando a cooperação internacional em pesquisa aplicada e inovação verde.
- Transformar a Amazônia em polo global de ciência e tecnologia climática, unindo universidades, startups e comunidades tradicionais em torno da bioeconomia.
Por que isso importa para empresas e instituições de P&D
Para empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento (P&D), a COP30 será mais do que um evento, será uma vitrine de oportunidades.
A Finep deve abrir novos editais e linhas de financiamento voltadas à inovação climática, à transição energética e à redução de emissões, criando espaço para parcerias entre o setor produtivo e o governo.
Participar dessas iniciativas pode garantir vantagem competitiva em um mercado global que valoriza cada vez mais a sustentabilidade, o impacto ambiental positivo e o uso responsável da tecnologia.
A presença da Finep na COP30 reforça o compromisso do Brasil com uma agenda climática baseada em ciência, tecnologia e inovação.
Mais do que um discurso, trata-se de uma estratégia para posicionar o país como líder na bioeconomia e na inovação verde, fortalecendo a relação entre a Amazônia, a pesquisa científica e o desenvolvimento econômico sustentável.
Enquanto o mundo volta os olhos para Belém, a Finep mostra que o futuro do clima depende da capacidade de transformar conhecimento em ação.





