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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação deu início, em novembro de 2025, às atividades do Comitê de Apoio Técnico (CAT) em Brasília, com o objetivo de aprimorar a avaliação e o acompanhamento dos projetos de P&D submetidos por empresas brasileiras. A iniciativa marca um novo avanço na governança da inovação, ao integrar especialistas do setor público e privado para revisar critérios técnicos, reduzir gargalos e aumentar a eficiência dos incentivos à pesquisa. O movimento está alinhado às diretrizes do Panorama da Inovação no Brasil, estudo da Gröwnt que mapeia as políticas e investimentos que fortalecem o ecossistema de inovação nacional.
comitê de apoio técnico

Comitê de Apoio Técnico inicia atividades em Brasília e marca nova fase para os incentivos à inovação 

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) deu início, em 4 de novembro de 2025, às atividades do Comitê de Apoio Técnico (CAT), em Brasília. O grupo tem como principal objetivo aprimorar os processos de avaliação e acompanhamento dos projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) apresentados por empresas de todo o país. 
A iniciativa reforça o compromisso do governo federal em tornar o ambiente de incentivo à inovação mais eficiente, transparente e alinhado às necessidades do ecossistema produtivo.

Um passo importante na governança da inovação

Durante a abertura, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da Setec, Daniel Almeida, destacou a importância de tornar os critérios de análise mais técnicos e orientados a resultados. 
Segundo o MCTI, o comitê reúne especialistas de universidades e instituições de pesquisa, como a Universidade Federal Fluminense (UFF), que contribuirão com metodologias e diagnósticos sobre as práticas de P&D no Brasil. 

Entre as primeiras constatações, o grupo apontou a necessidade de: 

  • maior clareza nas funções das equipes de P&D; 
  • revisão dos critérios de terceirização de pessoal em projetos inovadores; 
  • padronização na descrição das atividades de pesquisa nas prestações de contas. 

O início das atividades do Comitê de Apoio Técnico em Brasília marca um novo capítulo na política de estímulo à inovação no Brasil. Com maior rigor técnico e integração entre especialistas do setor público e privado, o país avança rumo a um modelo mais moderno e transparente de governança da inovação — essencial para transformar ideias em competitividade e resultados econômicos sustentáveis. Esse movimento também dialoga diretamente com as tendências apontadas no Panorama da Inovação no Brasil, estudo conduzido pela Gröwnt que analisa o cenário de investimentos, políticas públicas e o impacto das novas estratégias de fomento no desenvolvimento tecnológico nacional. 

Eixos de trabalho e metas do comitê

O plano de ação do Comitê de Apoio Técnico está estruturado em quatro grandes eixos: 

  1. Critérios de elegibilidade das empresas que desejam participar de programas de fomento; 
  1. Padronização das metodologias de análise dos projetos submetidos; 
  1. Fluxos técnicos de avaliação e verificação documental; 
  1. Monitoramento pós-aprovação, com foco em transparência e eficiência. 

Esses eixos visam reduzir gargalos administrativos, acelerar a tramitação de processos e garantir que os incentivos realmente estimulem inovação de risco tecnológico, e não apenas melhorias incrementais. 

Diferenças entre os principais incentivos à inovação

Embora todos estimulem a inovação, cada modelo possui características e objetivos específicos. 
Veja como se diferenciam na prática: 

  • Natureza do benefício: 
  • Incentivos fiscais diretos reduzem ou deduzem impostos. 
  • Financiamentos públicos oferecem crédito reembolsável com juros subsidiados. 
  • Programas setoriais concedem benefícios voltados a segmentos prioritários. 
  • Foco de aplicação: 
  • Incentivos fiscais → P&D interno e contínuo. 
  • Financiamentos → expansão tecnológica e novos produtos. 
  • Programas setoriais → desenvolvimento de setores estratégicos. 
  • Perfil da empresa beneficiada: 
  • Incentivos fiscais → médias e grandes empresas com lucro real. 
  • Financiamentos → empresas de todos os portes com projetos estruturados. 
  • Programas setoriais → empresas que atuam em setores específicos definidos pelo governo. 
  • Nível de risco: 
  • Incentivos fiscais → baixo risco (não reembolsável). 
  • Financiamentos → risco moderado (reembolsável). 
  • Programas setoriais → risco médio (depende da execução). 

Impacto esperado para empresas e ecossistema de P&D

A modernização da análise técnica deve aumentar a efetividade dos incentivos e gerar maior previsibilidade regulatória para as empresas que investem em inovação. 
Para o setor privado, isso representa uma oportunidade de ajuste estratégico: acompanhar de perto as novas diretrizes pode evitar retrabalhos, reprovações e atrasos na aprovação de projetos. 

De acordo com o MCTI, a expectativa é que os novos procedimentos reduzam o tempo médio de avaliação e melhorem a qualidade das decisões técnicas, fortalecendo o ambiente de confiança entre governo e empresas inovadoras. 

 O início das atividades do Comitê de Apoio Técnico em Brasília marca um novo capítulo na política de estímulo à inovação no Brasil. 

Com maior rigor técnico e integração entre especialistas do setor público e privado, o país avança rumo a um modelo mais moderno e transparente de governança da inovação — essencial para transformar ideias em competitividade e resultados econômicos sustentáveis. 

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