Contato

Nesse Artigo

O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê a eliminação de tarifas para aproximadamente cinco mil produtos brasileiros, segundo a CNI. A medida pode ampliar a competitividade das exportações, favorecer a indústria e estimular investimentos, embora ainda dependa de ratificação para entrar em vigor.
acordo Mercosul União Europeia

Cinco mil produtos brasileiros terão imposto zero na UE com acordo Mercosul União Europeia, segundo a CNI

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, quando entrar em vigor, deverá eliminar tarifas de importação para aproximadamente cinco mil produtos brasileiros exportados ao mercado europeu. A estimativa foi divulgada pela Confederação Nacional da Indústria, que avalia o acordo como um dos mais relevantes instrumentos de abertura comercial já negociados pelo Brasil, tanto pelo volume de bens abrangidos quanto pelo perfil estratégico do mercado europeu. 

Do ponto de vista econômico, a União Europeia representa um dos principais destinos das exportações industriais brasileiras, com demanda consistente por bens manufaturados, semimanufaturados e produtos agroindustriais com maior valor agregado. A eliminação de tarifas tende a reduzir custos de acesso, aumentar a competitividade relativa do produto nacional e criar condições mais previsíveis para contratos de longo prazo. 

Quais produtos brasileiros devem se beneficiar

Segundo análises da CNI, a lista de produtos com tarifa zero inclui segmentos industriais e agroindustriais relevantes. Entre eles estão máquinas, equipamentos, autopeças, produtos químicos, calçados, têxteis, alimentos processados e determinados itens do agronegócio com maior grau de industrialização. Em muitos desses casos, as tarifas atuais variam entre 4% e 14%, o que significa que a redução a zero pode alterar de forma direta a formação de preços no mercado europeu. 

Para empresas exportadoras, especialmente aquelas que já possuem alguma inserção internacional, o acordo pode funcionar como um fator de aceleração, permitindo ampliar volumes ou disputar novos nichos, inclusive em cadeias produtivas mais sofisticadas. 

Impactos esperados para a indústria brasileira 

A CNI destaca que o acordo vai além da redução tarifária. Ele estabelece regras comuns em temas como barreiras técnicas, propriedade intelectual, compras governamentais e sustentabilidade, o que tende a aumentar a previsibilidade regulatória. Para a indústria brasileira, isso pode significar menor custo de conformidade ao acessar o mercado europeu, embora também exija maior alinhamento a padrões técnicos e ambientais mais rigorosos. 

No médio prazo, a expectativa é de estímulo a investimentos, ganhos de produtividade e maior integração do Brasil em cadeias globais de valor. Ao mesmo tempo, empresas menos preparadas podem enfrentar maior concorrência interna, o que reforça a importância de planejamento estratégico e adaptação gradual. 

Quando o acordo entra em vigor 

Apesar do anúncio positivo, o acordo Mercosul–União Europeia ainda depende de etapas formais de ratificação nos países envolvidos. Isso significa que os benefícios tarifários não são imediatos. Ainda assim, o avanço das discussões e o detalhamento dos compromissos já permitem que empresas iniciem análises internas, revisem portfólios de produtos e avaliem oportunidades de adequação regulatória. 

Para companhias com foco em exportação, acompanhar esse processo desde agora pode representar uma vantagem competitiva relevante quando o acordo efetivamente começar a produzir efeitos. 

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *