Com o PER/DCOMP Web, disponível no e-CAC, a Receita Federal ampliou o uso de regras automáticas, validações sistêmicas e integração com bases de dados internas. Em alguns casos, como débitos em atraso, o próprio sistema realiza cálculos automáticos de multa e juros, reduzindo atividades manuais e padronizando critérios.
Esse modelo está alinhado a um movimento mais amplo de automação fiscal. Pesquisas de mercado indicam que empresas que investem em digitalização de rotinas tributárias conseguem reduzir retrabalho operacional e inconsistências de informação, especialmente em processos repetitivos e baseados em grande volume de dados.
Onde a inovação acontece na prática na gestão do PER/DCOMP
A inovação relacionada ao PER/DCOMP ocorre, principalmente, na forma como as empresas organizam e utilizam informações fiscais. Alguns exemplos recorrentes incluem:
- Automação da consolidação de dados, com integração entre ERP, apurações tributárias e relatórios que dão suporte ao crédito declarado.
- Governança dos créditos tributários, tratando cada crédito com identificação de origem, período, fundamento legal e documentação associada.
- Padronização de controles internos, que facilitam revisões, auditorias e respostas a eventuais exigências da Receita Federal.
- Acompanhamento sistemático do status dos pedidos, permitindo que a área fiscal atue preventivamente em casos de pendências ou inconsistências.
Essas práticas não exigem soluções complexas, mas sim processos bem definidos e uso inteligente de dados já disponíveis na empresa.
Conformidade, inovação e preparo para fiscalizações
Outro ponto relevante é a relação entre inovação e preparação para fiscalizações. Processos digitais bem estruturados facilitam a rastreabilidade das informações declaradas no PER/DCOMP e reduzem o tempo de resposta a intimações e pedidos de esclarecimento.
Além disso, a legislação prevê prazos para solicitação de restituição ou ressarcimento, em geral de até cinco anos contados da data do pagamento indevido ou a maior. Controles digitais e alertas internos ajudam a evitar a perda de créditos por decurso de prazo, reforçando o papel da inovação como apoio à conformidade.
Atualizações frequentes exigem processos adaptáveis
A Receita Federal realiza atualizações periódicas nos sistemas relacionados ao PER/DCOMP, incluindo novas versões do PGD e adequações para programas específicos, como iniciativas voltadas à exportação. Esse contexto exige que empresas mantenham rotinas de revisão de processos e atualização de controles internos.
Inovação, nesse caso, está menos ligada a grandes projetos e mais à capacidade de adaptação contínua, garantindo que dados, sistemas e procedimentos estejam alinhados às regras vigentes.
Relacionar PER/DCOMP e inovação significa compreender a gestão de créditos tributários como um processo digital, baseado em dados confiáveis, controles consistentes e integração entre sistemas. Para empresas em estágio de topo e meio de funil, o ganho está em reduzir retrabalho, melhorar previsibilidade e fortalecer a conformidade, utilizando o PER/DCOMP Web como parte de uma estratégia mais ampla de modernização da área fiscal.






