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A relação entre Lei do Bem e sustentabilidade ganha relevância à medida que empresas são pressionadas por clientes, investidores e regulamentações a reduzir emissões, economizar recursos e adotar tecnologias limpas. Ao permitir que organizações abatam parte dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação do imposto de renda, a Lei do Bem cria um ambiente mais favorável para projetos ligados à eficiência energética, uso racional de recursos naturais e desenvolvimento de novos produtos e processos com menor impacto ambiental, aproximando inovação tecnológica da agenda ESG.
Lei do Bem e sustentabilidade

Lei do Bem e sustentabilidade: como a inovação verde ganha força nas empresas brasileiras 

A relação entre Lei do Bem e sustentabilidade ganhou destaque nos últimos anos, especialmente porque empresas de diferentes setores lidam com pressões crescentes por eficiência, transparência e redução do impacto ambiental. A possibilidade de deduzir parte dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação cria um ambiente mais favorável para iniciativas ligadas à economia de baixo carbono, eficiência energética e novos produtos sustentáveis. Esse movimento aproxima avanços tecnológicos da agenda ESG e fortalece a competitividade das organizações. 

Por que sustentabilidade e inovação passaram a caminhar juntas

A agenda ambiental deixou de ser tratada apenas sob a ótica reputacional e se transformou em um fator que influencia investimentos, desenvolvimento de produtos e decisões estratégicas. Estudos de mercado mostram que empresas mais alinhadas a práticas ambientais tendem a apresentar melhor desempenho financeiro e maior resiliência a mudanças regulatórias. 
Nesse cenário, inovação verde torna-se um caminho para modernizar operações, reduzir custos futuros e atender as exigências de cadeias produtivas cada vez mais rigorosas. 

Como a Lei do Bem impulsiona a inovação verde nas empresas

A Lei do Bem oferece dedução de parte dos gastos em pesquisa, desenvolvimento e inovação para empresas tributadas pelo lucro real. Quando esses projetos envolvem tecnologias sustentáveis — como melhoria de processos industriais, desenvolvimento de novos materiais ou soluções voltadas à redução de emissões — o incentivo reduz o custo efetivo do investimento e acelera a adoção de tecnologias mais limpas. 

Projetos voltados à sustentabilidade podem ser enquadrados desde que apresentem risco tecnológico, desenvolvimento incremental ou radical, prototipação e etapas de validação. Isso abre espaço para iniciativas que unem tecnologia e responsabilidade ambiental. 

Exemplos de projetos sustentáveis que podem se beneficiar

Alguns tipos de iniciativas costumam se encaixar com frequência em estratégias de inovação verde e podem, conforme a natureza do projeto, ser elegíveis ao incentivo: 

  • Eficiência energética em plantas industriais, com modernização de sistemas, automação e redução do consumo por unidade produzida. 
  • Uso racional de recursos naturais, incluindo reuso de água, redução de perdas e processos com menor geração de resíduos. 
  • Desenvolvimento de novos produtos, como embalagens recicláveis, materiais renováveis e soluções mais duráveis. 
  • Tecnologias de monitoramento ambiental, envolvendo sensores, plataformas digitais e análise de dados para acompanhar emissões e consumo de recursos. 
  • Economia circular, com rotas de reciclagem, reaproveitamento de resíduos e logística reversa apoiadas por pesquisa e desenvolvimento. 

Esses projetos, quando bem documentados e alinhados ao conceito de inovação, ampliam o retorno estratégico e ambiental. 

Benefícios para competitividade e desempenho ESG

O incentivo fiscal favorece o avanço de tecnologias sustentáveis porque diminui o custo de desenvolvimento e reduz riscos em iniciativas que exigem testes e validações. Ao mesmo tempo, empresas que investem em inovação verde ficam mais preparadas para novas regulamentações, metas de descarbonização e exigências de mercados internacionais. 

Outro ponto relevante é que projetos orientados à sustentabilidade geram indicadores mensuráveis, que podem ser incorporados aos relatórios ESG e utilizados para comunicação com investidores, clientes e parceiros. 

Boas práticas para estruturar projetos de inovação verde

Para aproveitar melhor o potencial da Lei do Bem na agenda ambiental, algumas práticas ajudam a aumentar a qualidade técnica e o retorno dos projetos: 

  • Conexão entre estratégia de P&D e objetivos ESG, garantindo que esforços de inovação respondam a metas ambientais. 
  • Registro detalhado das etapas do projeto, incluindo testes, protótipos e evidências de risco tecnológico. 
  • Monitoramento de impactos ambientais, com indicadores que comprovem redução de emissões, economia de energia ou menor uso de recursos naturais. 
  • Integração entre áreas internas, aproximando inovação, sustentabilidade, operações, financeiro e fiscal. 

Quando esse alinhamento existe, a Lei do Bem se torna uma ferramenta que acelera a transição para operações mais eficientes e preparadas para os desafios de uma economia de baixo carbono. 

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