A Meta se comprometeu com mais de US$ 600 bilhões nos EUA até 2028 para construir e expandir data centers de IA, fortalecer a base energética e capacitar a força de trabalho, posicionando o país na frente da corrida por computação para modelos avançados.
Números que importam
- Capex 2025: entre US$ 60–65 bilhões para infraestrutura de IA (chips, instalações e expansão de clusters).
- Energia limpa contratada: +15 GW; meta de igualar 100% do consumo com renováveis e padrões LEED Gold.
- Pipeline de sites: expansão contínua, com novos compromissos — ex.: US$ 1 bi para um data center de IA em Wisconsin, anunciado hoje.
- O que entra nos US$ 600 bi: “envelope total” nos EUA até 2028 (data centers, pessoas e operações que suportam a IA).
Por que isso é relevante agora
- Computação é o novo “petróleo” da IA: modelos maiores exigem clusters de escala gigawatt (ex.: o Prometheus “supercluster” da própria Meta previsto para entrar em operação em 2026).
- Efeito rede na economia real: construção de data centers impulsiona empregos qualificados, cadeias de aço, concreto, semicondutores, servidores e renováveis.
- Pressão no grid elétrico: o boom de IA eleva a demanda e acelera PPAs renováveis; o setor já estima centenas de bilhões por ano em funding para data centers a partir de 2026.
O que empresas podem esperar
- Mais oferta de compute/IA como serviço, redução gradual de custo por inferência/treino em mercados com nova capacidade. (Inferência a partir das tendências de capex e expansão de clusters.)
- Novas oportunidades B2B em construção, energia, refrigeração, semicondutores, redes e software de orquestração.
- Debate ROI e maturidade: apesar do apetite, analistas lembram que os “AI factories” têm payback longo, o que exige disciplina de portfólio e priorização de casos com receita clara





