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Salários de tecnologia: Brasil lidera a América Latina com média anual de R$ 358 mil e alta demanda por profissionais qualificados.
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Salários de Tecnologia: Brasil lidera na América Latina 

O setor de tecnologia no Brasil está vivendo um momento singular: profissionais de TI já não apenas acompanham a média mundial, mas assumem posição de liderança na América Latina. A boa notícia? A remuneração acompanha esse protagonismo. Neste artigo, vamos explorar por que o Brasil se destaca nos salários em tecnologia no Brasil, quais os números mais recentes e o que isso significa para empresas e profissionais. 

Números que provam o destaque brasileiro

Segundo levantamento da plataforma Deel, o Brasil lidera a América Latina em compensação para cargos de engenharia e ciência de dados: profissionais brasileiros alcançam média de US$ 67.000/ano, o que equivale a aproximadamente R$ 358.000/ano.  
Ainda que outras fontes apontem números mais modestos — por exemplo, a base salarial média para engenheiro de software no Brasil, segundo PayScale, está em torno de R$ 119.610/ano.  
E conforme a plataforma Levels.fyi, a compensação total para engenheiros de software no Brasil varia significativamente: mediana em R$ 165.760, 75° percentil em R$ 240.029 e 90° percentil em R$ 359.000.  

Esses dados evidenciam que, no nível de elite ou para empresas com atuação global, o Brasil já atinge remunerações que o destacam na região. 

Por que o Brasil assume essa liderança?

Alguns fatores que ajudam a explicar esse fenômeno: 

  • Adoção de modelos remotos e near-shoring: Empresas globais contratando talentos no Brasil aproveitam fusos horários favoráveis, fluência em inglês e custos competitivos. Conforme o relatório da Deel, isso contribuiu para o aumento da remuneração no país.  
  • Maturidade crescente do ecossistema tecnológico brasileiro: Hubs de inovação em São Paulo, Florianópolis, Recife e Belo Horizonte impulsionam especializações em dados, IA, cloud e segurança — áreas que tendem a pagar melhor.  
  • Escassez e retenção de talentos: Com mobilidade internacional, quem permanece e desenvolve competências valorizadas no Brasil consegue negociar melhor remuneração — seja em empresas nacionais ou como parte de equipes globais. 

O que isso significa para profissionais e empresas

Para profissionais de TI no Brasil: 

  • Alcançar faixas de remuneração elevadas (R$ 300–360 mil/ano) demanda não apenas senioridade, mas especialização em tecnologias de ponta e, muitas vezes, envolvimento com empresas globais ou trabalho remoto para fora do país. 
  • Mesmo que as médias gerais permaneçam abaixo desse nível, a liderança do país mostra que existe um teto elevado, o que pode motivar carreira, atualização e mobilidade. 

Para empresas que buscam talentos ou investimento em TI no Brasil: 

  • O Brasil se apresenta como uma alternativa mais competitiva frente aos mercados norte-americanos ou europeus, com talentos de alta qualidade e remuneração que, apesar de elevada, pode ainda oferecer vantagem relativa. 
  • No entanto, para atrair os perfis mais valorizados, será necessário oferecer pacotes competitivos, projetos globais, e ativos que vão além do salário (benefícios, opções de ação, trabalho remoto, etc.). 

Limitações e cautelas

  • Os números mais altos se referem apenas a perfis topo de linha; a “média geral” de todos os profissionais de TI no Brasil ainda está bem abaixo desses valores. 
  • Variabilidade regional e empresarial: capitais e empresas multinacionais pagam mais; empresas menores ou centros regionais ainda pagam menos. 
  • Comparações internacionais: embora o Brasil lidere na América Latina, ainda há distância para mercados como EUA ou Europa em muitas categorias de TI. 

Em resumo: o Brasil leva vantagem competitiva clara no quesito salários em tecnologia no Brasil quando comparado à América Latina — com faixas que podem atingir cerca de R$ 358.000/ano para perfis de alto nível. Esse cenário representa uma excelente oportunidade tanto para profissionais que almejam crescimento como para empresas que busquem investimento em talento. 
Para aproveitar essa tendência, é fundamental focar em especialização, senioridade e posicionamento global. 

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